quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Eleições 2008 em Aparecida

Nem todos se sentem satisfeitos com a preferência da maioria. O resultado da apuração das urnas eleitorais de Aparecida agradou a muitos, mas ainda há uma parcela de cidadãos descontentes com o resultado deste ano.

Pessoas ligadas à coligação que apoiou o candidato da situação (DEM), considera que a maioria dos eleitores não votou em projetos, mas em promessas impossíveis de se concretizarem. Esta parcela de cidadãos, acredita que o espaço geográfico do município é muito limitado e, portanto, não há como acolher indústrias e a construção de moradias populares é totalmente inviável, na cidade não há espaço para tais empreendimentos, essas promessas jamais serão concretizadas, alegam enfaticamente.

Ao considerar o desenvolvimento da campanha eleitoral, há pessoas que apontam que os cabos eleitorais foram infiéis aos seus candidatos, o interesse pessoal e financeiro esteve à frente da decisão dos eleitores, considerados infiéis. Traidores é denominação que recebem. Pois, alguns candidatos totalizaram votos inferiores ao número de cabos eleitorais.

Mas, há pessoas que acreditam que os eleitores estão mais conscientes do poder de seu voto, por isso não recusaram o dinheiro que lhe foi pago, mas no momento decisivo do voto, a consciência fala mais alto, o peso da responsabilidade os levaram a votar em candidatos com mais compromisso social. Quem paga pelo voto, não tem compromisso social, relatam algumas pessoas que pedem para não serem identificadas.

Para as pessoas que acreditam nos projetos apontados pelo candidato a prefeito eleito (PSDB), a cidade de Aparecida passa a viver um novo tempo, agora os bairros terão mais assistências. O executivo deve olhar com mais atenção à toda a cidade. Aparecida não é somente o centro com suas imediações, os bairros necessitam de obras e desenvolvimento, desabafa a cabeleireira Ana Maria.

A nova composição da Câmara de vereadores, deve contribuir favoravelmente para o desenvolvimento de toda a cidade.

Pingo, vereador eleito pelo PT, acredita que a Câmara precisa motivar o cidadão a participar das decisões do legislativo, por isso, carrega como uma de suas metas a criação da Tribuna Livre, ferramenta que dá ao cidadão o direito a voz e pode contribuir muito para um maior envolvimento dos trabalhos da casa de leis. Neste pleito de 2008, as novas regras contribuíram para que os candidatos tivessem um contato mais pessoal com o eleitor. Mas, ainda há muito a melhorar, considera Pingo, “nesta eleição ainda houve muita compra de votos, isso não significa que a pessoa realmente votaria em quem lhe pagou. O eleitor hoje está mais consciente de seu voto”.

Resta-nos esperar que a nova administração pública municipal desenvolva um governo conforme anunciado pelo candidato eleito Antonio Márcio de Siqueira (PSDB), depois conhecer o resultado das urnas: “Essa administração não será para alguns, mas para todos”.

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